terça-feira, 3 de outubro de 2017

DESAFIOS DA VIDA CRISTÃ (Fp 2.12-16 e Cl 2.

Durante a nossa jornada nos caminhos da fé cristã nos deparamos com inúmeras situações que nos fogem ao controle do equilíbrio, da sensatez, da prudência, da perseverança. São vicissitudes da vida que exigem maturidade e fé para que possamos resistir. As igrejas estão lotadas de crentes "doentes", com o coração e a alma repletos de sentimentos maus, voltados para as paixões momentâneas, com amarguras, dúvidas, falta de fé, com a confiança depositada em homens e não em Deus.
Nestes dois capítulos pastorais do Apóstolo Paulo às igrejas de Filipos e Colossos, temos uma fundamentação concreta para a fé e o crescimento espiritual do crente.

Estamos vivendo tempos trabalhosos e difíceis, de falta de fé, de escassez de amor pela Obra do Senhor, de muita expectativa depositada em homens, ao invés de confiança plena em Deus, que têm tornado desafiadores cada passo da vida cristã.
Somos aconselhados e exortados, enquanto crentes, servos do Deus vivo, cuja bem-aventurança é o retorno do Senhor Jesus, a mantermos o cuidado, a prudência, a sabedoria, a perseverança na nossa jornada para o céu. 

è SOMOS DESAFIADOS A:

I- MANTER UMA VIDA DE OBEDIÊNCIA (Fp 2.12)
Deus prefere a obediência a sacrifício. 
Saul não soube esperar. Não obedeceu às ordens de Deus, por intermédio de Samuel, que o orientou a esperá-lo sete dias em Gilgal. Ao findar o prazo, Saul preferiu exercer o ofício de sacerdote e ofereceu o sacrifício no altar, sem a presença do homem de Deus, o qual não foi aceito. Foi reprovado por Deus e por Samuel, pois "é melhor obedecer do que sacrificar"

II- DESENVOLVER A SALVAÇÃO (v12)
Colocar em ação a salvação, com temor e tremor. Desenvolver-se. 
Os dons espirituais devem acompanhar o crente em sua empreita cristã. Sem o auxílio do Espírito Santo, não há crescimento e desenvolvimento da fé.

III- AO CRESCIMENTO ESPIRITUAL
Avançar no reino espiritual. Não podemos retroceder. Evitar o desânimo traz benefícios para o corpo e para a alma. No início de nossa caminhada cristã, nos alimentamos com o "leite racional", como diz Pedro, para que possamos crescer no favor e fervor do Senhor. Somos revestidos de poder do Espírito para crescermos na graça e no conhecimento, como bons discípulos do Mestre, a fim de fazermos a sua obra, de modo sábio e com discernimento.

IV- DEPENDÊNCIA DE DEUS (Fp 2.13)
A dependência de Deus traz intimidade com Ele. Nos faz alcançar maiores gozos e níveis mais profundos de santidade, enriquecendo-nos da confiança na vontade soberana do Senhor, revelando a nós mesmos que esperamos em nosso Pai, que cuida do que é seu. 
Devotar-se inteiramente a Deus, é tornar as nossas fraquezas em força, pois tudo podemos naquele que nos fortalece. A figura de Deus distante não condiz com a sua graça revelada em toda a Sagrada Escritura. Portanto, se o servimos e também somos chamados de filhos, devemos nos aproximar dele como amigos também.
Sabemos que quem faz todas as coisas é Deus (Jo 15.5; Is 64.4; Sl 127.2). 
Depender dEle é se aperfeiçoar a cada dia, por intermédio das orações, da meditação de sua Palavra, na vida cotidiana e refletindo o caráter do próprio Deus.

V- AFASTAR-SE DAS MURMURAÇÕES (Fp 2.14; Cl 3.8,13)
As murmurações, queixas, reclamações, têm matado muitos crentes. Estão adoecendo por causa das suas frustrações e falta de fé. Em suma, quando analisamos o êxodo do povo de Israel pelo deserto e, por conta de seus inumeráveis atos de ingratidão, refletidos nas repetidas queixas para com Moisés, percebemos que o fracasso de toda uma geração foi resultado falta de fé no Deus poderoso, o qual os guardou em situações das mais adversas. Deus não os poupou de sua ira, porém os julgou com a devida sentença. 
Quando formos levados por ventos de murmúrios e inconformismos, por não se enquadrarem em nossa razão, devemos ter o cuidado de refletirmos se não se está a peregrinar por vias duplas, na contramão do cuidado divino. 

VI- MANTER A SUA LUZ ACESA,
E NÃO APAGAR A DO OUTRO (v15)
Jesus Cristo, nosso Senhor nos ensina que nós somos a luz do mundo. Resplandecemos em meios ao mundo em trevas (Mt 5.13-16).

VII- RETER A PALAVRA DA VIDA (v16)
O salmista guardava a Palavra  no coração, para não pecar contra o Senhor (Salmo 119.11)
O Crente tem que reter a Palavra e vivê-la. 


Sermão pregado na Congregação Nova Canaã (AD-MDR),
em 27 de setembro de 2017.
Voltado para a edificação da igreja e amadurecimento espiritual.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Conselho dos ímpios e o O conselho do Cristão

Salmos 1
1  BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2  Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

Eis aqui uma bem-aventurança para quem se mantém firme na Palavra de Deus. Para quem tem a vida dedicada à lei do Senhor, meditando nela, e a tomando como alimento que lhe dá sustento e força.
Infelizmente as igrejas estão abarrotadas de irmãos que não deveriam ser assemelhados a ímpios, mas cuja boca se enche de conselhos maus e revestem-se até de impróprios e juízos de valor acerca de pessoas e da obra do Senhor, conseguindo conduzir a muitos para o envenenamento da alma e consequentemente trazendo maldições para aqueles que os ouvem e para si próprios.
Ser crente é servir ao Senhor, independentemente das falhas das pessoas, pois todos são passíveis a erros e quedas, olhando para Cristo e não para o homem. 
Os conselhos maus podem destruir uma vida e contaminar a convivência harmônica de uma igreja. São como ervas daninhas, que enraízam nas árvores e tiram as suas forças. 

O conselho cristão é voltado para as coisas espirituais, no sentido de conduzir vidas para as verdades santas, que levam ao céu. Tendo em vista que a caminhada rumo ao céu é repleta de obstáculos que precisam de fé e coragem para vencê-los, erguendo a cruz e combatendo o bom combate, negando-se a cada dia, de modo a receber a recompensa celestial.




quinta-feira, 6 de julho de 2017

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos

Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia. 
A expressão misericórdia tem origem latina,  e é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). "Ter compaixão do coração", significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas. (definição do site "significados.com.br").

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim;
Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele" (Lm 3.22-24)



O profeta Jeremias tinha consciência da situação desprezível em que se encontrava o povo de Israel. 
Cativos na Babilônia, distantes de sua terra, com a cidade de Jerusalém destruída, muros derrubados, portas queimadas, saqueados e despatriados. O flagelo da destruição dominava o cenário daqueles tempos. 
O próprio Jeremias fora levantado por Deus para profetizar contra o pecado e afronta do povo a Deus, vindo como castigo, caso não se arrependessem, a ira de Deus, por meio do cerco e invasão de outros povos poderosos. 
A condição espiritual de Jerusalém era de adoração a diversos ídolos e outras práticas abomináveis a Deus. 
A falta de adoração verdadeira ao Deus de Abraão e de Moisés, a desobediência aos seus estatutos, a desonestidade, o adultério, a injustiça, a tirania da maioria dos reis que se sobrepujavam eram regra e não exceção.

Jeremias se colocava numa posição de porta-voz de Deus, insistindo para que o povo se arrependesse e ao mesmo tempo lamentando que não dessem ouvido às suas palavras.
Ele lamenta, mas espera no Senhor. Sabe que a única causa de não serem totalmente exterminados e subjugados são as muitas misericórdias do Senhor. Demonstrando a sua fidelidade e firmeza das promessas que havia feito para Abraão, de que o seu povo seria mui numeroso sobre a face da Terra. 
Deus é benigno e sempre justo para com aqueles que também são fiéis a Ele.
A única razão para que Deus não destruísse por inteiro aquele povo rebelde, era o favor e a certeza de que sua Palavra não pode se anular. Ele revela-se um Deus misericordioso para com aqueles a quem ama.
Hoje, também somos atingidos por sua misericórdia, quando contrariamente ao seu propósito, nos distanciamos e o desobedecemos, Ele poderia nos abandonar, porém o seu favor é revelado. 
Que desfrutemos sabiamente das misericórdias do Senhor. 



DECLARAÇÃO DE FÉ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS - CREMOS

Cremos

1. Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para
a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17);

2. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais
em poder, glória e majestade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; Criador do Universo, de todas as
coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por
um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn
1.1; 2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11);

3. No Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem, na
concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição
corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-
18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9);

4. No Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial com o Pai e o Filho,
Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador;
que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo (2 Co 13.13; 2 Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo
16.11; Tt 3.5; 2 Pe 1.21 e Jo 16.13);

5. Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus e que somente o arrependimento
e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-lo a Deus (Rm 3.23; At 3.19);

6. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo e
pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus para tornar o homem aceito no Reino dos
Céus (Jo 3.3-8, Ef 2.8,9);

7. No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por Jesus
Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9);

8. Na Igreja, que é o corpo de Cristo, coluna e firmeza da verdade, una, santa e universal assembleia
dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo Espírito Santo para
seguir a Cristo e adorar a Deus (1 Co 12.27; Jo 4.23; 1 Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17);

9. No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12);

10. Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo,
que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo (Hb 9.14; 1 Pe 1.15);

11. No batismo no Espírito Santo, conforme as Escrituras, que nos é dado por Jesus Cristo,
demonstrado pela evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4;
10.44-46; 19.1-7);

12. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação,
conforme sua soberana vontade para o que for útil (1 Co 12.1-12);

13. Na segunda vinda de Cristo, em duas fases distintas: a primeira — invisível ao mundo, para
arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação; a segunda — visível e corporal, com a sua Igreja
glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1 Ts 4.16, 17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc
14.5; Jd 1.14);

14. No comparecimento ante o Tribunal de Cristo de todos os cristãos arrebatados, para receberem a
recompensa pelos seus feitos em favor da causa de Cristo na Terra (2 Co 5.10);

15. No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que
morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade
de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos
(Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4).

16. Cremos, também, que o casamento foi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus
Cristo como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em
conformidade com o definido pelo sexo de criação geneticamente determinado (Gn 2.18; Jo 2.1,2;
Gn 2.24; 1.27).


ARQUIVO COMPLETO DECLARAÇÃO DE FÉ- baixar

domingo, 2 de julho de 2017

OS MANUSCRITOS ORIGINAIS DO NOVO TESTAMENTO


Sabemos que os originais (autógrafos) dos Evangelhos, tais como saíram das mãos de Mateus, Marcos, Lucas e João, se perderam, dada a fragilidade do material usado (pele de ovelha ou papiro), mas isto não impede que a História prove a sua existência.
Ficaram-nos as cópias (manuscritos) antigas desses originais, que são os papiros, os códices unciais (escritos em caracteres maiúsculos sobre pergaminho), os códices minúsculos (escritos mais tarde em caracteres minúsculos) e os lecionários (textos para uso litúrgico).
Conhecem-se cerca de 5236 manuscritos (cópias) do texto original grego do Novo Testamento, comprovados como autênticos pelos especialistas. Estão assim distribuídos: 81 papiros; 266 códices maiúsculos; 2754 códices minúsculos e 2135 lecionários. 
Os papiros são os mais antigos testemunhos do texto do Novo Testamento. Estão assim distribuídos pelo mundo:
P1 – Evangelhos – Filadélfia (EUA), do século III;
P2 – Evangelhos – Florença (Itália), do século III;
P3 – Evangelhos – Viena (Áustria), do século VI-VII;
P4 – Evangelhos – Paris (França), do século III;
P5 – Evangelhos – Londres (Inglaterra), do século III;
P6 – Evangelhos – Estrasburgo, do século IV;
P7 – Atos dos Apóstolos – Berlim (Alemanha), do século IV.

Existem 76 papiros do texto original do Novo Testamento. Acham-se ainda em Leningrado (p11, p68), no Cairo (p15, p16), em Oxford (p19), em Cambridge (p27), em Heidelberg (p40), em Nova York (p59, p60, p61), em Gênova (p72, p74, p75)… Desses papiros alguns são do ano 200, o que é muito importante, já que o Evangelho de São João foi escrito por volta do ano 100. São, por exemplo, do ano 200 aproximadamente, o papiro 67, guardado em Barcelona.
Os códices unciais são verdadeiros livros de grande formato, escritos em caracteres maiúsculos (unciais). Uncial vem de “uncia”, polegada em latim. Eis a relação de alguns deles:
A 01 (Sináitico) – Novo Testamento, Londres, do século IV;
A 02 (Alexandrino) – Novo Testamento, Londres, do século V;
B 03 (Vaticano) – Novo Testamento, Roma, do século IV;
C 04 (Efrém rescrito ) – Novo  Testamento, Paris, do século V;
D 05 (Beza) – Evangelhos – Cambridge, do século VI;
D 06 (Claromantono) – Paulo – Paris, século VI.
Há mais de duzentos códices unciais, espalhados por Moscou (K 018; V 031; 036); Utrecht (F 09); Leningrado (P 025); Washington (W 032); Monte Athos (H 015; 044); São Galo (037)…
Desses dados é fácil entender que a pesquisa e o estudo dos manuscritos do Novo Testamento não dependem de permissão do Vaticano, pela simples razão que a sua maioria não está em posse da Igreja.  Só há um código datado do século IV, no Vaticano. As pesquisas sempre foram realizadas independentemente da autorização da Igreja Católica, o que dissipa qualquer dúvida. Os manuscritos bíblicos são manuscritos da humanidade; muitos foram levados do Oriente, por estudiosos e outros interessados, para as bibliotecas dos países ocidentais, onde se acham guardados até hoje.

Como vimos, existem hoje mais de cinco mil cópias manuscritas do Novo Testamento datadas dos dez primeiros séculos. Algumas são papiros dos séculos II-III. O mais antigo de todos é o papiro de Rylands, conservado em Manchester (Inglaterra) sob a sigla P. Ryl. Gk. 457; do ano 120 aproximadamente, e contém os versículos de João 18,31-33.37.38.
Se observarmos que o Evangelho de São João foi escrito por volta do ano 100, verificamos que temos um manuscrito que é, então, cópia do próprio original. As pequenas variações encontradas nessas cinco mil cópias são meramente gramaticais  ou sintáticas e que não alteram o seu conteúdo. Os estudiosos, analisando este grande número de manuscritos antigos, concluem que é possível reconstruir a face autêntica original do Novo Testamento, que é o que hoje usamos.
Prof. Felipe Aquino
RETIRADO DO BLOG: CANÇÃO NOVA

segunda-feira, 19 de junho de 2017

CHEGA DE PROFETADAS E PROFETISMOS - A PALAVRA DE DEUS JÁ BASTA

"Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração" Hb 4.12.

A Palavra de Deus, contida na Bíblia sagrada é viva e vivificante. Ela tem o poder de dar vida ao homem pecador. Nela não há letra morta.Todas as palavras contidas foram divinamente inspiradas.
Todos os homens um dia morrem e se vão, porém a Palavra de Deus permanece sendo a mesma.

Muitos dizem que a Palavra de Deus se renova a cada manhã, porém, se assim o for, ela necessariamente teria de ficar velha a cada fim de dia, no entanto não é isso que ocorre, senão estaríamos ferindo um princípio indiscutível a respeito dela: a sua imutabilidade. A Palavra é, por si só, viva, e jamais muda (1 Pe 1.23-25). O nosso Senhor não muda, nem a sua palavra (Hb 13.8).

A eficácia da Palavra de Deus ("E EFICAZ") alcança o pecador e o corta em sua essência. Ela atinge o âmago do ser humano e faz uma sondagem completa em torno de sua existência, sendo capaz de curar a alma. Ela atinge níveis tão sensíveis que pode dissecar por inteiro, dividindo a alma do espírito.
Quão poderosa é essa arma. Essa é a Palavra que sai da boca de Deus para o seu povo.

Ela perscruta os pensamentos e as intenções do coração. Até aqueles sentimentos mais recônditos e vis. A Palavra de Deus revela a sutileza e os devaneios de pensamentos que o ser humano desenvolve ao longo de sua vida.

Tudo, por intermédio da Palavra de Deus, é revelado. O pecador é levado, pela Palavra, a reconhecer a sua condição pecadora, e desejar ser perdoado e purificado.

As circunstâncias do tempo em que vivemos, onde poucos se interessam para buscarem a voz de Deus através das Sagradas Escrituras, meditando nela e se alimentando do alimento puro e genuíno, tem levado cristãos  a se refugiarem em homens e mulheres que são autoproclamados profetas.
Deus ainda fala por intermédio de homem e mulher, também fala por sonhos e visões, porém a sua Palavra está em cada linha do texto sagrado. 
O crente tem que mergulhar com a alma e o espírito nos seus estatutos e deixar-se preencher do Espírito Santo de Deus, para ouvir a voz inconfundível do Pai.

Quando se dá ouvidos à voz de homens, dizendo-se profetas, corre-se um risco de criar falsas interpretações, falsos conselhos, falsas doutrinas. Pode-se, inclusive, levantar contendas e dissenções dentro da igreja, por falta de sabedoria e prudência. Profetismos e profetadas têm que dar lugar ao pleno entendimento da Palavra de Deus, a qual é Santa, perfeita, imutável e inerrante.

Que Deus, pelo poder de sua Palavra, nos torne santos, cheios de fé e de amor, arrependidos de todas as velhas práticas, vindo ao pleno conhecimento da verdade.
                                                                                                 (Jonas Portal)
Deus vos abençoe!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

POVOS NÃO ALCANÇADOS PELO EVANGELHO DE CRISTO

"De fato, todos os que desejarem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." 2 Tm 3.12

Ainda hoje, no século XXI, existem diversos povos ao redor do mundo que não foram impactados pelo poder do Evangelho de Cristo.
São multidões que necessitam ouvir a Palavra salvadora da graça, através do sacrifício de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. Muitos países  são considerados perseguidores dos cristãos, e proíbem terminantemente que se pregue a mensagem de Jesus.
O site Portas Abertas divulga todo ano uma lista de 50 países, que envolve cerca de 215 milhões de cristãos que são perseguidos por causa do Evangelho.

O Canal Projeto Josué também divulga os países e povos que ainda não foram alcançados pela pregação.



Entenda a Lista Mundial da Perseguição Cristã

A pesquisa realizada para a produção da Lista Mundial da Perseguição é aplicada de novembro de 2015 a outubro de 2016. Assim, todos os dados relatados nesse conteúdo, bem como tendências e projeções são baseados neste período.
Para a Portas Abertas, a perseguição aos cristãos consiste em qualquer oposição vivenciada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo, incluindo palavras e atitudes hostis, dirigidas contra elas unicamente por causa de sua fé em Jesus. 

Perseguição x Liberdade religiosaA perseguição aos cristãos ocorre quando:
- são negados os direitos à liberdade religiosa;
- a conversão ao cristianismo é proibida por conta de ameaças vindas do governo ou de outros grupos da sociedade; 
- são forçados a deixar suas casas ou empregos temerosos da violência que pode lhes sobrevir;
- são agredidos fisicamente ou mortos por causa de sua fé; 
- são presos, interrogados e, muitas vezes, torturados por se recusarem a negar Jesus.

Cristão perseguido De acordo com o Pew Research Center, quase 75% da população mundial vive em áreas com graves restrições religiosas. Para a Portas Abertas, a perseguição aos cristãos consiste em qualquer oposição vivenciada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo, incluindo palavras e atitudes hostis, dirigidas contra elas unicamente por causa de sua fé em Jesus. Hoje em dia são aproximadamente 215 milhões de cristãos perseguidos nos 50 países que compõem a Lista Mundial.
Como o cristão é perseguido? A Lista Mundial da Perseguição mede a liberdade que um cristão tem para praticar sua fé nas cinco esferas de sua vida: na individualidade, na família, na comunidade, na nação e na igreja.

1. INDIVIDUALIDADEA pessoa não é livre para escolher qual religião quer seguir, orar a Deus dentro de casa ou num lugar público, ter a Bíblia e outros livros cristãos para uso pessoal, etc.

2. FAMÍLIAA perseguição vem por meio de pais, irmãos, tios, avós, primos e outros. O convertido é coibido de praticar sua fé em casa e enfrenta problemas em assuntos civis como casamento, enterro de familiares, herança e outros.

3. SOCIEDADEO cristão sofre pressão por meio de atitudes preconceituosas, leis, casamento forçado, dificuldade de acessar recursos, pressão para renunciar a fé, discriminação no trabalho, intimações à delegacia, etc.

4. NAÇÃOO cristão enfrenta oposição, pois não há leis que garantam liberdade de culto e prática da fé. É considerado crime a prática da evangelização e, em casos mais extremos, a conversão. Enfrenta problemas para tirar o passaporte, realizar reuniões dos cristãos, entre outros.

5. IGREJAQuando há perseguição para realizar atividades comunitárias, como culto, reunião de oração, batismo, aula bíblica, entre outros. A opressão pode vir de diversos lados: dos vizinhos, do governo, da polícia. Também quando a comunidade cristã não tem acesso às Escrituras e a outros materiais religiosos.
Fonte: Canal Portas Abertas